Aquilo que guia e arrasta o mundo não são as máquinas, mas as ideias.      

Um blog de

José Martins
martins05@gmail.com

Deixe a sua mensagem:

Inquérito


Porque desejaria trabalhar no estrangeiro?

Para descobrir uma nova cultura, falar outra língua.

Para ter uma boa oportunidade de carreira.

Para ter uma melhor qualidade de vida.

Para ter mais dinheiro.

É coisa que não me passa pela cabeça.

  
Free polls from Pollhost.com

Blogosfera



6.3.05
 
O que é gestão do conhecimento?

A Gestão do Conhecimento promove uma solução de identificação, captura, reutilização, partilha e avaliação do capital de informação de uma organização. Este capital inclui bases de dados, documentos, políticas e procedimentos, tal como a experiência implícita e a experiência armazenada na cabeça de cada um dos membros da organização.
Até há pouco tempo, as organizações eram encaradas como caixas negras que recebiam matéria prima e serviços e produziam produtos acabados e serviços. Hoje em dia, as organizações passam também a ser analisadas no que são no seu interior, em termos de fases, métodos e processos que acontecem nessa organização.
Em muitas organizações muito do conhecimento inerente e envolvido nestes processos não está escrito e apenas existe na cabeça dos empregados, ou seja, é implícito e intangível. E quando está escrito, está muitas vezes na forma de relatórios, documentação, dificilmente reutilizável e partilhável. Para que esse conhecimento possa realmente ser partilhado, reutilizado e gerido é necessário que seja escrito, de forma concreta, obedecendo a normas.
Na prática, um sistema de gestão do conhecimento deve permitir a fácil reutilização da informação. Deve constituir uma memória viva, capaz de guardar todo o tipo de informação vital da organização, mesmo quando os seus empregados chave se vão embora.


Publicado por jmartins às 00:04
Comentários (3) /


  ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

5.3.05
 
Ocupar-se do seu pessoal, é:

1) escutá-lo para o ajudar na realização dos seus objectivos profissionais, melhorando as suas condições de trabalho e, por acréscimo, a sua qualidade de vida em geral.
2) informá-lo, entre outras coisas, sobre os resultados da empresa, mas também sobre a performance da sua equipa, do seu serviço, do seu trabalho; e ajudá-lo a progredir.
3) formá-lo sobre a evolução do mercado, para antecipar as necessidades dos nossos clientes e para aumentar constantemente a qualidade dos nossos serviços...
4) comunicar para evitar os disfuncionamentos ou os conflitos.
5) agir convidando cada um a inscrever-se nos planos de carreira, a integrar as formações, metendo à sua disposição os investimentos necessários...
6) avaliar, é reconhecer e recompensar!

Publicado por jmartins às 16:26
Faça o seu comentário /


  ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

28.2.05
 
O valor de RH

Mais do que nunca, as empresas dependem do seu pessoal para atingirem o crescimento e o lucro. Desde que são feitas medições das actividades, que se constata que o valor dos departamentos de Recursos Humanos estão na primeira linha. Por exemplo, o número de trabalhadores que participaram em programas de formação, ou o número de recrutamentos, são frequentemente citados como prova de que a actividade de RH implicitamente cria valor. Por isso, se trabalhadores formados são normalmente trabalhadores mais produtivos, então a contribuição do departamento RH é maior quando aumenta o número de acções de formação. Se conseguirmos demonstrar que existe uma relação directa entre o nível das actividade e os resultados, teremos a prova de que RH cria valor.
Muitos sistemas de contabilidade analítica pretenderam mostrar que, por exemplo, a redução do tempo que se leva a atender um empregado, ou a baixa dos preços de um determinado seguro de acidentes de trabalho, contribui para a melhoria dos resultados. Mas, se o principal objectivo de RH é reduzir os custos, então poderemos facilmente entregar esta actividade a uma empresa exterior, fazendo o chamado outsourcing. O papel de RH é, normalmente, visto como administrador do pessoal, consciência institucional, guardião das leis, formador ou ainda provedor dos trabalhadores. É ainda muito pouco comum a designação de “parceiro estratégico”, para indicar um crescente alinhamento com os requisitos do negócio.
Em vez de fazer as coisas de uma determinada maneira, simplesmente por é esse o seu trabalho, RH deveria debruçar-se sobre a sua razão de existir e como poderá melhorar o cumprimento da sua missão. Faz, por isso, todo o sentido repensar RH como uma marca a desenvolver, como forma de melhorar a sua reputação interna em relação aos outros departamentos. O departamento de Marketing é normalmente visto como um luxuoso Mercedes; a Contabilidade pode ser assimilada a um razoável Volkswagen. Na maior parte das vezes, RH não passa dum Fiat 600, isto é, faz o que o condutor quer, mas nem sempre responde bem e não dá gozo conduzir.
O primeiro passo para criar e desenvolver uma imagem de marca é determinar quem são os clientes de RH, o que é que esperam de nós e como é que costumam ver-nos. Só depois se poderá definir a visão de RH no seio da organização. É que os profissionais de RH auto-excluem-se, por vezes, do seu papel estratégico para se concentrarem em tarefas menores, ignorando a relação que existe entre o pessoal e a empresa.
RH tem que usar fórmulas específicas para fazer os trabalhadores compreenderem que são os clientes que pagam os seus salários. Cada assalariado deverá conhecer a contribuição de cada cliente para os resultados da empresa. A chave do sucesso passa por criar equipas capazes de conhecer os objectivos para a satisfação dos clientes e propor medidas para os alcançar.
Paralelamente, também a satisfação dos próprios trabalhadores deverá ser preocupação constante de RH. Para isso, é necessário desenvolver políticas de formação, comunicação e remuneração capazes de criar um ambiente de trabalho positivo que motive e incentive os trabalhadores. Isso terá, por sua vez, repercussões no modo como os clientes vêem a empresa, que é o que leva a que lhe dêem a sua preferência.


Publicado por jmartins às 20:33
Faça o seu comentário /


  ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

27.2.05
 
Do recurso ao factor de crescimento e inovação

Em quase todas as empresas, a maioria do seu pessoal disponibiliza corpo e mente no trabalho diário, mas isso não basta para a evolução e o desenvolvimento sustentáveis, porque, numa sociedade de trocas permanentes, onde a incerteza é uma constante, é muito difícil conseguir um compromisso verdadeiro entre as pessoas e as organizações onde trabalham. Podemos, por isso, afirmar que um verdadeiro compromisso necessita de algo mais do que corpo e mente.
Na realidade organizacional contemporânea, abundam as contradições, e a tarefa dos gestores é precisamente combinar os elementos aparentemente contraditórios e, com eles, conseguir resultados mais compreensíveis. Mas, na maior parte das vezes, isso não se faz sem angústias, incongruências e dissonâncias entre o pensar, o sentir e o fazer. Uma grande parte dos problemas de eficiência e de eficácia, com que se debatem as organizações, está relacionada com as dificuldades em gerir as relações interpessoais. Toda a relação humana é uma relação comunicacional em que interagem corpo-alma-mente-coração.
Gerar compromisso nas equipas de trabalho, entusiasmo para o futuro, capacidade de reacção entre as permanentes emergências e crises, requer capacidades no domínio do emocional e dos valores, que os gestores tradicionais, em geral, não desenvolveram. Há uma certa visão reducionista que limita o uso do Recurso Humano em tudo o que é estratégico para o negócio, tornando-se necessário, para enfrentar os novos riscos e os crescentes desafios, activar os recursos capazes de constituir a diferença. Isso implica o acompanhamento das pessoas e das equipas de trabalho, a partir das suas necessidades profissionais e pessoais para um melhor desenvolvimento do seu potencial, desempenho e rendimento.
São necessários processos que se interrelacionem e integrem entre si, para construir uma evolução congruente e o desenvolvimento dos papeis profissionais, laborais e pessoais. Metodologias que facilitem às pessoas a oportunidade de terem a sua opinião, de adquirirem marcos de leitura que lhes permitam compreender melhor o ambiente em que vivem e adoptarem, por si mesmos, as modificações dos comportamentos e dos modos de actuação afirmativa. Funda-se assim um maior desenvolvimento da autonomia pessoal, na busca de alternativas que permitam às pessoas encontrar soluções para as dificuldades e criar novos campos de bem-estar na sua vida pessoal e laboral, como capacidade individual e/ou grupal de superar as dificuldades e construir a vida projectando-se no futuro.


Publicado por jmartins às 14:36
Faça o seu comentário /


  ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

26.2.05
 
O capital humano

No início do século XIX, o termo “capital” passou a significar uma unidade de valor vinculada ao trabalho empreendido para a criar. Esse vínculo entre dinheiro e trabalho abalou a Europa graças à obra de Karl Marx (1867), O Capital. Nela o autor argumentou que a força de trabalho era a fonte de todo o valor e que os investimentos em matérias-primas ou tecnologia apenas transferiam valor, mas não o adicionavam.
Enquanto Marx declarava este princípio, a Revolução Industrial impunha uma visão completamente diferente no mundo capitalista – a de que os seres humanos eram indispensáveis e intercambiáveis. Eram um meio necessário para um determinado fim.
Foi nesse período árido que a noção de “Recursos Humanos” surgiu. Percebemos que desde os sistemas de valor do século XIX os empresários davam especial realce aos novos meios de engenharia e de produção. Mas a função das pessoas e os trabalhadores em geral não eram muito valorizados. O pessoal era tratado como parte da produção, como empregados em stock.
O aumento das preocupações com o capital humano tem ocasionado a quebra de muitos paradigmas, entre os quais o de que a viabilidade dos projectos seria determinada unicamente pelos seus resultados económico-financeiros, desconsiderando os seus aspectos de aprendizagem organizacional.
Poucas empresas medem o retorno dos seus investimentos em capital humano, e pouquíssimas publicam os seus resultados e descobertas. Há, no entanto, uma grande evidência que indica que o desenvolvimento do capital humano pode levar ao melhor desempenho financeiro das organizações. Há uma preocupação em recrutar profissionais qualificados capazes de contribuir para o desenvolvimento organizacional num contexto empresarial de extrema competitividade. A gestão de recursos humanos faz propostas, baseadas em tendências passadas e no desenvolvimento de projectos futuros. O processo de recrutamento está em constante melhoria, uma vez que os gestores solicitam feedback de recentes contratações e ajustam os programas apropriadamente, levando em conta o capital humano já existente.


Publicado por jmartins às 15:13
Faça o seu comentário /


Porquê um blog RH?

Antes de mais, como suporte de uma tese em Gestão Avançada de Recursos Humanos. Este blog não será a tese, mas pretende ser um suporte de conceitos e de eixos de pesquisa sobre a importância dos homens e das mulheres no mundo do trabalho e do modo como os indivíduos e os grupos contribuem para o desempenho e o sucesso das organizações.
São, portanto, notas pessoais, para um trabalho pessoal. Se escolhi este meio para as desenvolver e arquivar, é porque estou convencido que a gestão dos Recursos Humanos é ainda vista por muita gente como uma função centrada sobre aspectos burocráticos de recolha e administração de dados relativos aos trabalhadores. Ora, gerir pessoal é muito mais do que isso. É um trabalho de especialistas qualificados que, mais do que agir pontualmente, à maneira dum contabilista da actividade dos assalariados, deverá ser capaz de apreender as lógicas individuais e colectivas e de participar na reflexão estratégica da organização.
Vou pois deixar o baú das minhas notas aberto à curiosidade de todos os que se interessam por esta função que está tão intimamente ligada às grandes questões do nosso tempo. Os comentários e as críticas construtivas serão bemvindos na medida em que todas as eventuais questões não deixarão de me levar a aprofundar os temas em causa.


Publicado por jmartins às 12:21
Faça o seu comentário /


  ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

 

Get awesome blog templates like this one from BlogSkins.com